sábado, 27 de junho de 2009

Jacko Vive!




Nunca diga Neverland. O músico que mais adorava o Sininho das meninas e o Peter Pan dos meninos morreu, mas nunca será esquecido pelas crianças com as quais brincava de médico. Explorado pelo pai na infância, revoltou-se e decidiu que iria embranquecer e virar a Diana Ross, o que não fazia muito sentido para nós, mas era tudo para ele.

Adorado pelas empregadas domésticas no Brasil, nomeou milhares de "Maicons" pelo país, inclusive alguns famosos jogadores de futebol. Sua carreira começou a declinar quando fez uma participação especial no Xôu da Xuxa e, além de já ser o Rei do Pop, quis também ser o Rei dos Baixinhos. Deu merda. Gravou o clipe de "They Dont Care About Us" numa favela carioca, vestido com a camisa do Olodum; subiu no trio-elétrico da Ivete e foi a São Gonçalo conhecer a "baiana" Cláudia Leitte. Fez, inclusive, um show antológico no Clube Mauá, naquela conhecida cidade purgatório, digo, dormitório.

O fundo do poço foi quando o Rei do Jazz, Miles Davis, gravou a sua música "Human Nature". Seus fãs não entenderam nada. Muito menos os do Davis. Wilson Simonal, o Rei da Pilantragem, logo dedurou que ele já havia gravado "Beat It", a qual trazia o Rei da Guitarra, Eddie Van Halen, tocando a dita cuja. O povo achou tudo muito estranho, e parou de comprar os seus discos.

Depois que morreu virou santo, como acontece com todo mundo. Estão dizendo que o Michel influenciou até Elvis Presley, Bob Marley, João Gilberto e Jimi Hendrix. Creio que seja exagero. No máximo, deu passos para a ginga do craque Robinho.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Rubinho para vice



Houve um tempo em que o vice-presidente do Brasil era eleito pelo voto direto, independentemente de fazer parte da chapa do presidente da república. O presidente podia ser de um partido/coligação e o vice de outro, até mesmo da oposição. É o caso do ex-presidente João Goulart.

Conhecido como “Jango”, era do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro). Foi eleito vice-presidente da República pela primeira vez em 1955, na chapa do presidente eleito Juscelino Kubitschek, que era do PSD (Partido Social Democrático). Teve mais votos do que o próprio Juscelino.

Em 1960 foi eleito vice-presidente mais uma vez, de novo pelo PTB, que fazia oposição ao presidente eleito, Jânio Quadros, que era do PDC (Partido Democrata Cristão), com o apoio da UDN (União Democrática Nacional), o PFL/Dem(o) da época.

Como quase todo mundo sabe, o Jânio tomou um porre monumental e renunciou à presidência, mas não à birita, mantendo-se coerente com a sua trajetória em ziguezague. E o Rubinho, digo, João Goulart, assumiu, dando início à confusão que desaguou no Golpe de 64.

Logo, e é onde quero chegar, o piloto Rubens Barrichello é o vice ideal para 2010, já que as eleições agora são “casadas”, isto é, o presidente e o vice têm que ser da mesma coligação/partido.

O Rubinho é quietinho, limpinho e arrumadinho. Sabe se comportar à mesa. Não reclama. Obedece aos mais velhos e aos mais novos que mandam nele. E a única chance de ser campeão/presidente é que o cabeça de chapa/primeiro piloto morra.

domingo, 31 de maio de 2009

Desenho se aprende na escola


Tem gente que vê sexo até nas formas das nuvens. O Ziraldo é um deles. São uns tarados. É capaz de até maldarem os singelos desenhos que são ensinados no vídeo abaixo.

Lombrosiano


Cesare Lombroso foi um médico italiano que especializou-se em criminologia. Tornou-se mundialmente famoso por seus estudos e teorias no campo da caracterologia, a relação entre características físicas e mentais. Ou seja, o criminoso teria, segundo ele, “cara de criminoso”.

Nesta semana, a última de maio de 2009, um famoso “DJ” foi acusado de ter abusado sexualmente de uma menina de 4 anos. O processo número 2008.001.336948-3 tramita na 21ª Vara Criminal da Capital, Rio de Janeiro, em “segredo de justiça”. No site do
TJRJ, quando fazemos a pesquisa pelo número do processo, os nomes das partes em litígio não aparecem, mas dá para ler alguns detalhes, tal como a existência de um DVD, apenso ao calhamaço.

O “DJ” é um lombrosiano característico. Pode até se livrar desta acusação de abuso sexual de menor. Mas de uma outra, muito mais grave, crime hediondo, de lesa-cultura da humanidade, ele deveria ser condenado à prisão perpétua: a disseminação, como principal executor, da abominação denominada “funk-carioca”. Para o inferno é certo que vai.

sábado, 30 de maio de 2009

Moda que incomoda - II



Uma coisa que me irrita profundamente é essa moda dos óculos escuros enormes. As meninas, quase todas, acham que são estrelas de cinema, que precisam ficar ocultas para evitar o assédio dos fãs.
Nas ruas só se veem mulheres, na maioria jovens, com óculos maiores do que as próprias caras. Tadinhas. Mal sabem elas, a maioria desprovidas de neurônios, que essa moda idiota favorece as feias, que realmente necessitam ocultar as suas faces.
Meu olhar clínico só vê nesse modismo tolo um bando de seres femininos que parecem mais uma mistura de Waldick Soriano com Elton John, com uma pitada de Bono Vox e seus óculos amarelos, que pelo menos serviam para proteger os olhos.

Dr. Simonal, Proctologista


Os revisionistas de plantão, a fim de culparem a esquerda, espalham desde a década de 70 do milênio passado que o famoso cantor de marchas-militares, Wilson Simonal, sofreu perseguição política por ter dedurado vários de seus colegas artistas.

Não é nada disso. Que o Simonal era alcaguete é fato. Que tenha sofrido perseguição das esquerdas é mentira. Na verdade, Simonal sempre sonhou ser médico. Como tinha amigos no Dops, Doi-Codi e demais locais onde militares e policiais mandavam e desmandavam, o cantor, famoso pela música “Mamãe Passou Super-Bonder No Meu Dedo”, comprou com facilidade um diploma de médico. Por isso o seu sumiço da mídia.

Ficou muitos anos trabalhando como proctologista da seleção brasileira de futebol. Ronaldo, o fenômeno, apesar da pouca idade, fazia toda semana o exame do “toque”. E deu no que deu (epa!), com essa confusão com os três travecos tristes.

Simonal não morreu de cirrose como se divulga. Isso é coisa da direita, para que a opinião pública fique com peninha dele, e culpe o Lula e a Dilma Roscoff por esses anos de pseudo “ostracismo”.

Poucos sabem, mas o Simonal morreu entalado com o seu dedo duro, quando tentava tirar um pedaço de pipoca que tinha ficado preso em sua garganta, no exato momento em que dedurava um colega proctologista, suspeito de ter um colocado um dedo no comunismo dos outros.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Se fumar, não dirija


Soube por fonte fidedigna e extremamente bem informada que esses aparelhos que detectam álcool nos motoristas, o popular “bafômetro”, também passará a acusar outros tipos de substâncias consumidas para o divertimento.

Itacoatiara, a mais bela praia de Niterói, conhecida mundialmente por ser um dos paraísos do surfe, tem um trecho de suas areias apelidado de “Woodstock”. E não é por causa da música.

Quando os frequentadores deste éden tropical, sobretudo os do trecho citado, ficaram sabendo do aparelho pega-maconheiro, entraram em pânico. Todos questionaram:

- Querem acabar com a nossa diversão? Assim não é possível! Onde vamos parar? Isso aqui vai virar a Suécia?! Que tédio... Acho que vou me matar!

Muitos, quarentões e cinquentões, já estão pensando até em convidar os pais, mães, esposas e filhos caretas para irem à praia, com a desculpa de que foram ao ortopedista, e este os proibiu de dirigir. Pelo resto da vida. Mas só nos dias de sol.

Porém, empresários espertos já estão negociando com a prefeitura da cidade a concessão de uma linha de ônibus especial, que pode se tornar mais uma atração turística para a cidade.

Esses ônibus, com design evocando aspectos contraculturais dos anos 60/70 do século passado, inclusive na música ambiente, seria uma espécie de “cata-maconheiro”, uma variação dos “cata-cornos” já existentes.

Evidentemente os motoristas deverão ser contratados entre evangélicos ex-drogados, de carteirinha e tudo, testados e aprovados para não caírem em tentação.

Está solucionado um problema de crucial importância: se for fumar, vá de ônibus.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Ave, Fernando César!


Há um modismo florescendo entre os cultos e bem nascidos, d'áquem e d'álem-mar, de propagandear o sistema monárquico. Eu, vira-lata e semialfabetizado, vou mais longe: proponho a volta do Império Romano. Por quê não? Não voltou a onda das sandálias "gladiadoras" (ver post abaixo)? Tudo a ver!

E faço este alarde em causa própria. Sou um "César", pois fui batizado "Fernando César". E tenho antepassados italianos, talvez até da nobreza, por parte de mãe. Existe uma "Via Marchisiello" e um "Largo Marchisiello" na região de Umbria, Itália. Nunca fui lá. Não sei quem são os homenageados. Parentes, com certeza. Poucos Marchisiellos habitam este mundo.

Serei o representante do neo-Império Romano na América do Sul. Os romanos nunca estiveram por aqui, mas isso é só um detalhe histórico. Dentre as minhas centenas de realizações que virão, destaco duas: o projeto "Cristãos, aos leões". O Império Romano pré-cristão era muito mais divertido!

Explico: hoje em dia quem nos perseguem são os cristãos, religiosos fundamentalistas. A perseguição aos não-cristãos é insuportável: tele-evangelistas insones, às madrugadas; padres e bispos católicos pedófilos; papas neo-nazistas; pastores e bispos evangélicos ladrões; mórmons de gravata e carteirinha nos ônibus; mocinhas e velhinhas neo-pentecostais apertando as nossas campainhas de casa nas manhãs de domingo. Basta!

Mas o meu projeto que certamente fará enorme sucesso, em todas as classes sociais, é a volta das festas em homenagem a Baco. Os bailes carnavalescos tentaram, mas nunca igualaram. Sabe aquele rapaz, o Calígula? Comparado a mim, Fernando César I (e único), será apenas um amador.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O fabuloso Ringo


Engana-se quem acha que Richard Starkey, vulgarmente conhecido como "Ringo Starr", é o mais sortudo Forrest Gump da história da música. Chamá-lo de "Coelhinho da Duracell do Rock" também é precipitado. Calunioso, até. Dizer que o maior momento artístico de sua carreira foi quando caracterizou-se de Frank Zappa no filme "200 Motels" é falsear a verdade.

Todos sabemos que o Ringo, além de ser o mais bonito dos Beatles, também era o mais talentoso. Ter sido colocado na banda, em substituição ao Pete Best, por ser amante do George Martin, é uma das maiores injúrias musicais que se tem notícia.

Apesar de todos os arranjos das músicas dos Beatles serem feitos para a performance do Ringo à bateria, por ser ele o principal compositor da banda, isso foi só uma coincidência. George Martin, aproveitando a formação clássica/jazzística do músico, caprichou nos detalhes para alavancar a carreira de seu pupilo.

Note-se que o virtuosismo do Ringo, e os sons complicadíssimos que ele tirava do seu instrumento, tornou-se um transtorno para os bateristas das milhares bandas-cover dos Beatles que existem no seu bairro. É uma música muito difícil de ser executada. Por isso, Ringo Starr, quando não está fazendo participação especial em algum show em homenagem a músicos mortos, vivos ou mortos-vivos, comparece pessoalmente aos ensaios das Beatles-cover para ensinar como é que se faz aqueles sons maravilhosos que saem da sua bateria.

Após a banda-mor de Liverpool pendurar os instrumentos, Ringo foi o ex-Beatle de maior sucesso em carreira solo. Seus discos primam pela qualidade, além das vendagens excepcionais. Atualmente, seus workshops e video-aulas são disputados a tapa por bateristas iniciantes ou veteranos. A indústria da música vai mal, mas os discos e vídeos do Ringo não param de vender, por um motivo bem simples: seus fãs só aceitam produtos originais. Nada de cópias ou downloads. É ele quem está, sozinho, mantendo a sua gravadora de pé. Sem ele a falência, ou concordata, é certa.

Outro aspecto pouco conhecido de sua carreira é que ele foi mestre dos melhores bateristas da atualidade. Vou contar um segredo: nos discos de estúdio do King Crimson, Mahavishnu Orchestra, Return to Forever, Brand X, Sisters of Mercy (aquela bateria eletrônica é ele), e muitas outras bandas de artistas virtuosos, quem está tocando bateria é o Ringo, que ganhou milhões de dólares com isso. Até hoje ganha.

Outra história oculta é que era o Ringo quem comia a mulher do George Harrison, e não o Eric Clapton. "Ringo is God" era a frase, à época, que iluminava os banheiros femininos de toda a europa, escrita com baton vermelho-cheguei. Os gritos guturais da Yoko também são culpa do Ringo. Na verdade, gritos "gruturais", pois eram ocasionados pelo entra-e-sai do nariz dele da gruta molhada dela. Depois, ela urrava desesperadamente de saudade, pensando nele, em participações especiais nos shows do John Lennon, ou mesmo da sua Plastic Ono Band. Esse "plastic" é em homenagem ao condon que o Ringo colocava no nariz para executar o ato fálico.

Não é novidade para ninguém que quem forneceu o primeiro baseado aos Beatles foi o Bob Dylan, e não o Marcelo D2, como ele espalha por aí. Mas o que poucos sabem é que a erva "da lata", que aportou nas praias cariocas e fluminenses, nos idos dos anos 80 do milênio findo, foi colhida e industrializada numa fazenda escocesa de certo astro narigudo. O resto é história malcontada.

Lucros garantidos


Você, mulher moderna, que já tatuou em alguma parte do corpo uma borboleta, estrela, fada, motivos "tribais", nome do filho/marido/amante ou passagem significativa da bíblia/alcoorão/kardecismo; e/ou colocou um piercing no nariz, orelha, umbigo, lábio, língua ou pescoço, chegou a hora de pôr uma peça de arte no seu local mais secreto e prazeroso. Dou desconto especial para virgens, ninfomaníacas e evangélicas. Não necessariamente nesta ordem. Também coloco pátina nas paredes do útero. Cobro por metro.

Moda que incomoda





As meninas que usam essas sandálias "gladiadoras" podem até se achar poderosas, mas o que elas querem mesmo é serem "escravizadas" no motel Sparta.



terça-feira, 12 de maio de 2009

Tatuagens e controle da natalidade


No início coisa de marinheiros de sexualidade problemática e presidiários rebeldes com causas questionáveis, a moda das tatuagens chegou para ficar. Não há, de norte a sul, leste a oeste, diagonal e perpendicular, no Brasil e arredores, uma única menininha que não tenha alguma bobagem tatuada no seu corpinho bonitinho (ou cheio de banha). Prevejo que, num futuro próximo, "tatuador de bebês" será uma especialização dos obstetras.


Porém, verdade seja dita, esse modismo bobo serve para alguma coisa: controle da natalidade. Explico. As pessoas de gosto duvidoso estão tatuando os nomes dos seus filhos em seus membros (epa!). Como só possuímos dois braços e duas pernas, com o adendo da cabeça e do tronco, as famílias dos tatuados não poderão passar, como antigamente, da casa de um dígito. A não ser que comecem a tatuar os nomes dos filhos nos dedos dos pés, mãos e outras partes mais ocultas aos olhos.


Outro fator importantíssimo de um modismo recente das tatuagens que está sendo pouco discutido é que uma das formas de tatuagens atuais colabora para a monogamia, o que seria uma contradição ao próprio uso das tatuagens que, em tese, é uma atitude "moderna", "radical", "irada" ou outro clichê ignaro qualquer.


Explico de novo: pessoas descerebradas de ambos os sexos cismam em tatuar o nome de seus namorados, amantes e/ou companheiros em algum local sagrado de seu corpo. Isso obriga esta pessoa a não ter muitos relacionamentos. A não ser que arranje sempre pessoas com os mesmo nome para namorar e casar. Se a sua namorada ou mulher tatuar um apelido comum, dizendo que é você, abra o olho, pois este apelido pode servir para vários nomes.


Desconfio que, pelo motivo acima relatado, as igrejas apoiem o modismo perene das tatuagens. Por isso as novelas e os programas de televisão propagandeiem tanto a moda das tatuagens. Quiçá virará lei, sendo obrigatório a todos. Daí, tatuarei "kiss me" em minha glande. "Compro ouro" ou "Emagreça - pergunte-me como" são outras opções.


Fernando Andrade